Facebook, parte 2

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Eu também saí do Facebook estes dias.

Não foi a primeira vez. Saí em meados de 2013, porque estava em um curso de imersão nos Estados Unidos e não podia mesmo me desconcentrar com a Web – e como o Facebook desconcentra! Na verdade, eu havia voltado a usa-lo depois de anos inerte, usando apenas o Twitter, que sempre foi para mim muito mais eficiente para transmissão de informações e conversas. O FB para mim é uma plataforma eficiente para quem quer não o diálogo, mas o monologo, o intelectual ou pseudo que quer gritar para o mundo suas ideias e não quer necessariamente discutir (a quantidade imensa de pessoas que expõem suas ideias ali e não respondem às pessoas que desejam uma discussão faz pensar). Para mim isso não interessa; interessa é a discussão. e não a discussão dos trolls, que querem é descer o malho simplesmente porque sim; uma discussão pertinente e relevante, que faça pensar. Certamente isso existe no Facebook, como em qualquer outro lugar. Mas eu não a tenho encontrado com frequência. Então, como diz o ditado, os incomodados que se mudem. Mudei-me.

PS 1: A loucura é que outro dia uma aluna me disse: tenho medo de sair do Facebook porque tenho medo de que esqueçam de mim. não é pouca coisa. quando a presença se mudou para o mundo online, e nos afastamos do online, estaremos nos tornando párias?

PS2: Já estou recebendo e-mails de amigos (também não é a primeira vez) me perguntando se está tudo bem porque saí do Facebook. A patologia é estar no Facebook ou sair dele?

(Fábio Fernandes)

 

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