“Her” e a hiperconectividade

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HER_elevador

Nem só de vantagens é feito o tempo das telas. Ao menos é isso que o longa “Ela”, dirigido por Spike Jonze e vencedor do Oscar de melhor roteiro, mostra a interação homem-máquina em uma alegoria perturbadora. O protagonista Theodore, interpretado por Joaquin Phoenix, instável demais para conseguir lidar com relacionamentos, acaba por se render à máquina. Ele interage diariamente com o (SO) sistema operacional Samantha e acaba se apaixonando pelo programa.

Afinal, quais os limites de um relacionamento real, com sentimentos reais? A que ponto nos relacionamos com máquinas no dia a dia? Theodore é aquele em que tememos nos transformar, uma alegoria necessária ao pensar a geração que olhos grudados à tela do smartphone? O filme de Jonze mostra um Theodore meio Peter Pan, incapaz de lidar com as DRs (discutir a relação) da vida a dois, com a ex-mulher, e também com Samantha. Aliás, uma das partes mais divertidas do filme é  a DR com SO e a tentativa da Samantha em arrumar um “corpo”, ou melhor uma mulher para Theodore. (Priscila Bellini).

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